As bolsas Yondr estão me perdendo

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O cheque

Eles chamam isso de solução.

Um pequeno saco de neoprene com fechadura magnética que fecha como a porta de um cofre. Dentro vai o telefone. Lá fora fica a distração. A teoria é sedutora: retirar o aparelho, adicionar o foco, aumentar as notas. Parece tão limpo. Tão simples.

Meu distrito chama essas bolsas de Yondr. Cada criança coloca seu telefone em um antes do primeiro período. Fica aí. Selado hermeticamente. Até batermos a bolsa contra uma base magnética especial na dispensa. Então – clique – a liberdade retorna por uma hora antes do jantar.

A maioria dos professores adora essa ideia. Queremos que nossas salas de aula sejam silenciosas. Queremos atenção. Mas estudantes? Eles odeiam isso.

A Pew Research diz que a maioria dos adolescentes se opõe à proibição do telefone na escola. Outra pesquisa com mais de 1.000 adultos descobriu que 93% apoiam as restrições. O fosso entre gerações é grande. Realmente largo.

O bom senso pode sugerir que eu deveria apoiar os outros educadores. Afinal, estudos do JAMA mostram que os adolescentes norte-americanos passam cerca de 70 minutos por dia colados às telas durante o horário escolar. Setenta minutos de aprendizado perdido. É em tempo real que estamos retribuindo ao cálculo e à literatura.

Eu não estou acreditando no hype, no entanto.

Nem um pouco.

O ladrão na sala de aula

Vamos falar sobre o relógio.

Em cada período de aula, passo os primeiros sete minutos fazendo as rondas. Verificando selos. Verificando bloqueios. Passar por vinte pares de olhos para ter certeza de que ninguém está escondendo um smartphone ativo na bolsa ou embaixo da mesa. É ritualístico.

Existem sete períodos de aula em um dia típico.

Sete vezes sete.

São 49 minutos. Quase uma hora.

Perdido.

Não gasto ensinando. Não gasto aprendendo. Acabei de verificar.

E isso é apenas a linha de base. Esse número não inclui a vigilância extra. Ele ignora as crianças que brigam quando se esquecem de trancar a bolsa. Aqueles que mexem na aba magnética, esperando que pareça intocada. Os resmungos silenciosos de crianças carregando um tijolo – um telefone quebrado, uma calculadora, uma isca falsa – apenas para satisfazer a letra da lei, ao mesmo tempo em que enganam seu espírito.

O objetivo é o foco. A realidade é o policiamento.

Já vi crianças chegarem atrasadas para evitar o exame matinal. Já os vi tentar abrir as fechaduras com grafite. Até descobri que alguns alunos começaram a roubar eles próprios os ímãs de desbloqueio. Torna-se um jogo de gato e rato. Não somos mais professores. Somos diretores patrulhando blocos de celas.

Isso funciona?

Talvez pelo barulho. Mas isso os ajuda a passar em matemática?

Um artigo intitulado “Os efeitos da proibição de telefones escolares: evidências nacionais de bolsas bloqueáveis” diz que os dados não são brilhantes. As bolsas Yondr mostram zero impacto estatisticamente significativo nas notas dos testes de inglês do ensino médio. Os resultados matemáticos? Modesto. Na melhor das hipóteses.

Então, o que ganhamos com essa hora de vigilância diária?

Perdendo o ponto

Aqui está o que todo mundo esquece.

Essas bolsas fazem apenas uma coisa.

Eles escondem o telefone.

Essa é toda a utilidade do produto. Trancar. Loja. Espere.

Ficamos tão obcecados com o como da restrição que abandonamos o porquê da educação. Tratamos os alunos como suspeitos e não como estudiosos. Presumimos que se apenas prendermos a tecnologia, o aprendizado ocorrerá automaticamente.

Mas a atenção não é um interruptor de luz.

Se você quer um foco melhor, não construa uma fortaleza. Você constrói uma sala de aula que importa.

E se parássemos com as proibições gerais no primeiro dia?

Imagine passar aquela primeira semana não revisando as regras do plano de estudos, mas falando sobre os telefones. Na verdade perguntando.

Quando você precisa do seu? Quando é uma muleta? Qual a diferença entre rolar a tela e ler um capítulo?

Fale sobre o estudo JAMA. Mostre-lhes os dados da perda de 70 minutos. Faça disso a sua descoberta. Deixe-os sentir o peso da sua própria distração.

Se você forçar a obediência, você terá rebelião. Telefones falsos. Chegadas tardias. Ímãs roubados.

Se você cultivar o arbítrio?

Você consegue adesão. Há crianças que guardam seus telefones não porque um ímã mandou, mas porque decidiram que a lição era mais importante do que a notificação.

Isso é um trabalho árduo.

Muito mais difícil do que distribuir bolsas.

Mas talvez.

Apenas talvez.

É aí que o aprendizado realmente começa. 📱🔒

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